Existe uma particularidade única reservada às mulheres cristãs, mas em especial às mulheres católicas. Desde criança uma menina que vem de berço católico, é ajudada a reconhecer e a amar a Mãe de Deus. Estas meninas crescem e se tornam mulheres, com um referencial seguro de feminilidade.

É interessante notar que de todas as aparições de Nossa Senhora reconhecida pela Igreja, ela aparece com traços diferentes na fisionomia do rosto. No entanto algo é sempre igual em todas as aparições: Nossa Senhora se revela com todo o corpo coberto. Em algumas festas litúrgicas dedicadas a Virgem Maria(1), é cantado o Salmo 44 que diz: “… à vossa direita se encontra a rainha, com veste esplendente de ouro de Ofir”. Este Salmo se trata de um reconhecimento de como Nossa Senhora reveste o corpo, com altíssima dignidade. O ouro de Ofir se trata de um ouro muito raro e fino de elevada qualidade e pureza.

É possível sim, neste tempo, com discrição imitar em tudo Nossa Senhora, inclusive, em suas vestes. Tem uma revista católica(2), onde algumas vezes traz imagens de Missas que são celebradas em alguns países Africanos. É muito interessante que as fotos das mulheres daqueles países mostram elas com o corpo coberto, com longas saias ou vestidos multicoloridos, como é próprio do bom gosto delas.

Quem de verdade acolhe Nossa Senhora no coração, busca imitá-la, até em detalhes que parecem pequenos, mas que faz toda diferença. É importante que nós que somos mães, termos também a “prudência” de saber a origem das roupas que adquirimos. Saber onde elas foram fabricadas.

Em uma entrevista a Rádio Maria, da Itália, Marija, uma das mulheres da qual Nossa Senhora aparece em Medjugorje, falou de uma triste realidade que diz respeito ao mundo da moda(3). Ela falou de católicos que eram perseguidos e foram condenados a trabalharem sem nada receberem, produzindo roupas, em certo país asiático. Disse também ela, que só no céu saberemos, sobre esta situação, de prisioneiros católicos que produzem roupas com suor e lágrimas.

As mulheres geralmente gostam de variarem suas roupas, e às vezes podem cair na cilada de comprarem produtos muito baratos vindos de países asiáticos. Aí que vem a sensibilidade da mãe católica, de procurar saber se a roupa que esta comprando , foi tecida com dignidade, ou foi tecida com lágrimas e sangue, vindo de trabalho escravo, e vendida por um preço muito barato.

Nossas escolhas refletem no rumo de nosso eternidade.

Cleonice Macedo Kamer

(1) Festa litúrgica da Assunção de Nossa Senhora.

(2) Revista Arautos do Evangelho – nº 181.

(3) Gabriel Paulino – Padre Lívio ao telefone com Marija. https://youtu.be/gnJZPMwcKqE – a partir 26 min. da entrevista.