Quando rezamos, falamos com Deus. Quando lemos ou escutamos a Palavra de Deus com atenção e interessa é Deus quem fala conosco querendo nos dar seu Amor.

Moisés fez partir os israelitas do mar Vermelho e os dirigiu para o deserto de Sur. Caminharam três dias no deserto, sem encontrar água. Chegaram a Mara, onde não puderam beber de sua água, porque era amarga, de onde o nome de Mara que deram a esse lugar. Então o povo murmurou contra Moisés: “Que havemos de beber?” Moisés clamou ao Senhor, e o Senhor indicou-lhe um madeiro que ele jogou na água. E esta tornou-se doce.” Êxodo 15, 22 – 25a

Este texto mostra nosso próprio caminhar no transcurso da nossa vida terrena. Enfrentamos “águas amargas” em tantas situações de solidão, abandono, traições, luto, perdas, doenças, sofrimentos e de tantas outras realidades.

Porém, na época de Moisés, orientado por Deus, jogou um madeiro naquelas águas amargas, impossíveis de acalmar e saciar a sede e a angústia que lhes secava não apenas a garganta, mas a própria alma… O milagre então aconteceu, o amargo tornou-se doce.

Hoje sabemos o que prefigurava aquele madeiro: É a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo que tem o poder de efetivar a transformação em doce as tão múltiplas e diversas amarguras da nossa vida.

Assim acontece com aqueles que abraçando a sua própria cruz com a cruz de Jesus Cristo recebem a força e a luz do Espírito de Deus para prosseguir digna e corajosamente sua via rumo a terra prometida que é o Céu.

Amados (as), de passinho em passinho, de desafios e tropeços e tudo o mais, estamos juntos na mesma estrada da fé, da esperança e do Amor caridade.

Já somos vitoriosos porque nossa fonte está no coração de Jesus nosso Deus humanado que se deixou transpassar pela lança vertendo o doce Sangue e Água da Misericórdia para o nosso consolo e nossa salvação.