Num dia, os discípulos de Jesus estavam em meio ao mar. Seu barco era agitado violentamente pelas ondas ameaçadoras e ventos fortes. Deram-se conta que Jesus, naquela situação, dormia. Então, apavorados, O despertaram, dizendo: “’Mestre não te importa que pereçamos?’ Ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: ‘Silêncio’”. (Mc 4,35-41)

É comum hoje estarmos em situação semelhante aos discípulos; sentimo-nos amedrontados, ameaçados e, não poucas vezes, confusos. A travessia se assemelha não a barcos ou águas de mares, mas é o caminho rumo à eternidade. Este tão curto lapso de tempo terreno que nos foi dado é para definirmos a nossa escolha de vida ou morte eterna.

É urgentíssimo que gritemos pelo socorro de Jesus, o Filho de Deus humanado, para que acenda ou mesmo reacenda em nossos corações a chama do nosso batismo, pelo qual nos foi conferida a graça da pertença ao seu Corpo Místico que é sua Igreja. Ela recebeu d’Ele a promessa que as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

O Papa São Paulo VI, a quem coube dar continuidade ao Concílio Vaticano II, percebendo com dor extremada os rumos equivocados e perigosos que estavam sendo tomados em certas interpretações do mesmo, sentiu-se em meio a uma violenta tempestade e, diante do crucificado, renovou sua profissão de fé e rezou o Creio Niceno-Constantinopolitano. Somos convidados também a rezá-lo em meio às tempestades violentas que nos cercam nestes tempos.

Com todos os santos desta terra, digamos:

Creio em um só Deus, Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, / de todas as coisas visíveis e invisíveis. / Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, / nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, / Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, / gerado, não criado, consubstancial ao Pai. / Por ele todas as coisas foram feitas. / E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus: e se encarnou pelo Espírito Santo, / no seio da Virgem Maria, e se fez homem. / Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; / padeceu e foi sepultado. / Ressuscitou ao terceiro dia, / conforme as Escrituras, / e subiu aos céus, / onde está sentado à direita do Pai. / E de novo há de vir, / em sua glória, / para julgar os vivos e os mortos; / e o seu reino não terá fim. / Creio no Espírito Santo, / Senhor que dá a vida, / e procede do Pai e do Filho; / e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: / ele que falou pelos profetas. / Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. / Professo um só batismo para remissão dos pecados. / E espero a ressurreição dos mortos / e a vida do mundo que há de vir. – Amém.

 

Maria Francisca Crocoli Longhi
Fundadora da Comunidade Oásis