“Ponho-me aos pés da Tua Cruz.
Desejo ser lavado (a) por Teu sangue.
Ver sair de Tuas chagas sangue redentor.
Tocar as minhas dores e curar-me.
Teu sangue cura Senhor.
Teu sangue cura com Amor.
Teu sangue tem poder para curar-me.”

Neste mês de Julho a Igreja nos motiva a contemplarmos o sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Para alguns, o fato de pensar ou falar em sangue já os predispõe a virarem o rosto. Não se trata, porém, de um sangue comum, mas sim daquele que é o Sangue da Nova e Eterna Aliança, que foi derramado por nós e por todos para a remissão dos pecados… “Fazei isto em memória de mim.”

Como manter-se nesta Nova e Eterna Aliança, ou seja, na comunhão com Deus sem seu elemento substancial que é o Sangue de Cristo? “Deus Pai amou tanto o mundo que entregou seu Filho para que todo aquele que nele crer tenha a vida eterna.” (Jo 3,16)

Fiz questão de iniciar esta meditação com aquele canto bem antigo entoado com devoção e fé nos primórdios dos grupos de oração da Renovação Carismática Católica. Ele me acompanha sempre, quer nos momentos de lágrimas, de dor, sofrimento e abandono, quer seja diante de pesadas e urgentes decisões da vida, ou nas situações em que devo perdoar e interceder. Neste caso digo: “Ponho (nome da pessoa) aos pés da Tua Cruz. Desejo que seja lavado(a) por Teu sangue…”

Tal oração é certeira, faz o nosso coração pertencer e viver as bem-aventuranças (cf. Mt, 5). Pedir e amar o Sangue do Filho de Deus é a arma mais poderosa que está ao alcance do cristão.

Pois, “não são carnais as armas com que lutamos. São poderosas em Deus, capazes de arrasar fortificações.” (II Cor 10)

Maria Francisca Crocoli Longhi
Fundadora da Comunidade Oásis