Dentro da Comunidade, nosso único referencial é Jesus Cristo. Devemos buscá-Lo como o primeiro, Ele deve ter em nossa vida o Primado do Absoluto. Não o que achamos ou o que gostamos, não devemos querer ser nós mesmos a referência. Ele é a “pedra angular” de toda a comunidade, senão perderemos a meta e tudo o mais vai tomando o lugar de Deus: a obra, o achismo, o sentimentalismo e no nosso coração reinará o orgulho, a autossuficiência e a soberba.

É preciso vigiar com algumas preocupações que trazemos tais como: preocupação exagerada do número de vocações, isso leva a comunidade a ser condescendente com aqueles que entram, deixando que estes façam as suas vontades passando por cima dos princípios da comunidade. Também a preocupação com os números do financeiro e com tantas casas de missão, usando como justificativa de que é necessário salvar almas. Cuidado com as intenções e motivações.

Outra questão que devemos cuidar dentro da comunidade, é da afetividade e sexualidade. São uns dos dons mais preciosos que o Criador confiou aos seres humanos e que também exigem uma maior atenção em relação àqueles que não tem estrutura afetiva e/ou desvios sexuais, com tendências a atração do mesmo sexo, mas desejam assumir um caminho à vida consagrada. Estes podem ter sérios problemas por não terem capacidade de assumirem a exigência desse chamado. Por uma questão de prudência e não de preconceito, que a Novas Fundações devem orientar-se dessa forma. Essas pessoas devem ser acolhidas e instruídas a participarem de grupos de oração e experiência de retiros, mas não podem está na vivência do núcleo da comunidade.

Nem tudo é trigo dentro da comunidade, é preciso achar o joio e arrancar o mal pela raiz. O mundanismo perde lugar dentro da comunidade quando a formação dos membros não é negligenciada, precisa ter conversão e crescimento interior. Não acolher a mediocridade, as pequenas concessões que vão minando e amornando a vida consagrada. Buscar a Deus e não a si mesmo é o que leva a comunidade a ser fervorosa, animada pelo Espírito de Deus. Com razão diz São Bernardo – citado por Garrigou-Lagrange – que “é mais fácil ver um grande número de pessoas do mundo renunciar ao vício e abraçar a virtude do que um só religioso passar da vida tíbia à vida fervorosa”. Urge que vivamos para Cristo.