Os fundamentos da fé são inegociáveis. A fé que aqui é mencionada é a fé dentro da comunidade, fé diante das regras, diante das moções, das profecias. É preciso acreditar, confiar que Deus está agindo, porque muitas vezes nós não vemos, e tem uma frase que diz: “Quando não pudermos ver com os nossos olhos, precisamos ver com os olhos da Igreja”. O que é ver com os olhos da Igreja? É confiar que a Palavra diz a Verdade, é preciso dizer: é isso que a moção diz, é isso que o conselho trouxe, é isso! Porque a nossa mente rebate, ela constrange, ela tolhe, anula o que é dito e discernido; ela busca outras coisas que são do nosso interesse. Você busca dentro da comunidade coisas do seu interesse?

Sozinhos nós não conseguimos manter a Lucidez, por isso nós precisamos do sim, do não e do “ponto final”. Acolher as ordens que nos são dadas com uma certeza e com uma confiança que é do Espírito Santo. Se não for desse modo, iremos gastar muita energia onde não precisa, lutando com a cabeça e com o afeto, achando e querendo outra coisa. Paremos de gastar tanta energia, pois assim a gente se estressa mais na rebeldia do que na confiança.

Outro aspecto relacionado a lucidez: Não justificar mais, é preciso dizer: “É verdade!” Parar de justificar as coisas que fazemos de errado e chegar na confissão do mal e de que podíamos ter feito diferente. Pois a justificativa nos exime da responsabilidade, é jogar culpa noutra coisa, um escondimento do que é mal em nós. Se algo vai mal em uma situação dentro da comunidade ou com um outro irmão, o consagrado não diz: “o Fulano tá fazendo este mal”. mas deve se questionar: “que parte deste mal tenho eu a ver com isso?” Não para levantarmos culpados, mas para se chegar a um discernimento, se nós encontramos onde está o mal, nós podemos discernir.