A Igreja Católica coloca à disposição de seus fiéis um itinerário seguro, formativo e crescente.

Em cada mês do ano, apresenta assuntos e questionamentos sobre a conduta e caminhada de cada um em particular e extensivo também para a vida comunitária.

Hoje, trago uma experiência única que vivi desde 23 de abril, dia em que fui internada no hospital, com covid já adiantado em seu estágio. Alguns dias antes, meu esposo também fora hospitalizado com os mesmos e graves sintomas, vindo a falecer de infecção generalizada, no dia 5 de maio. Só tomei conhecimento dias após, pois estava entubada na ocasião. Ao entrar para outra UTI, onde se tornou possível a breve visita de familiares, um de meus filhos, aquele que mora em Macaé-RJ, estava ao meu lado – estranhei a sua presença e lhe disse: “Filho, como estás aqui se deverias estar em teu serviço no mar?” – ele tomou minha mão e disse: “Mãe, o pai partiu, está no Céu. O seu velório foi tão cristão, tão presenciado, com orações, cânticos e testemunhos profundos e belíssimos sobre sua vida. Mãe, eu não imaginava que o meu pai era tão conhecido pelo Brasil inteiro, tão amado e respeitado, e que tinha aconselhado tantas pessoas. Mãe, eu acredito que foi um grande momento de evangelização, porque tu sempre nos ensinaste que o velório é o nosso verdadeiro diploma. Sinto, e meus irmãos igualmente, que tivemos um grande e bom pai.”

Esta partida, após 50 anos de matrimônio, levou metade do meu coração e, quando disse isso para Jesus, Ele me consolou dizendo: “Esta metade está comigo aguardando a outra metade de teu coração.”

“Ide e evangelizai” – disse o Senhor… agora pergunto: haverá situações ou acontecimentos onde não pode haver evangelização? Se temos o Evangelho no coração e a vida em Deus, sempre será oportuna e maravilhosa ocasião para amar anunciando a salvação.