Há uns anos tenho escutado de algumas amigas, que são parteiras, falarem sobre os sinais que indicam quando a mulher está próxima do trabalho de parto. Foi através delas que ouvi falar pela primeira vez sobre os “pródromos”, que são como um prenúncio da proximidade do parto. São Paulo em sua Carta aos Romanos diz que toda a criação geme e sofre como que em dores de parto até que aconteça a manifestação dos filhos de Deus (Rm 8, 18-22).
Os acontecimentos que estão a se desenrolar em nossos dias, no mundo, nos faz lembrar das dores de parto da criação, anunciados por São Paulo.
É cada vez mais frequente a oscilação dos sinais da natureza, através da violência das chuvas em muitos lugares, através dos recordes históricos da temperatura tanto do frio quanto do calor, através da estiagem e os abalos sísmicos em vários lugares da terra.
Além do detalhe visível a olho nu, das dores de parto da criação, vemos também a onda crescente de conflitos e divisões, no atacado e no varejo, ou seja, entre as nações e dentro das famílias. Também, nunca como antes temos visto sacerdotes do Brasil e do exterior se levantarem e advertirem os católicos para despertarem e estarem atentos ao momento em que estamos vivendo, sinalizando para estarmos preparados.
No dia 4 outubro de 2023, os EUA fez um treinamento com a população através das redes sociais e canais abertos televisivos, simulando uma emergência em caso de ataque nuclear. No mesmo dia a Rússia fez um treinamento semelhante, onde sirenes suaram e as crianças na escola participaram de um exercício de guerra usando máscaras de gás, como defesa em caso de ataque nuclear iminente1.
Para nós batizados católicos, foi-nos concedida a graça de sermos portadores dos dons do Espírito Santo, sendo que o dom do discernimento dos espíritos e o dom da ciência, ajuda nós católicos, a interpretar a realidade do tempo e da história. Não só os bons conhecem os sinais dos tempos, os maus também reconhecem, não com tanta clareza, mas também reconhecem. Os filhos das trevas que são mais espertos que os filhos da luz (Lc 16,8), estão interpretando os sinais dos tempos e estão agindo. Agindo do jeito deles, buscando os refúgios deles.
Na cidade de São Paulo existe mais de 53 “bunkers”, que são construções subterrâneas fortificadas, para refúgio de famílias milionárias, em caso de calamidades ou conflitos perigosos. Mas como diz o ditado: “o mundo é dos espertos, mas o céu é dos escolhidos”. Esta realidade dos bunkers milionários faz lembrar das palavras do salmista quando diz que: “o Senhor ri deles, porque vê o destino que os espera” ( Sl 36, 13).
Nós católicos temos também nosso refúgio, que é muito mais seguro e nos salva não só na vida terrena, mas também para a vida eterna, que é o Refúgio seguro do Imaculado Coração de Maria. Este refúgio está cercado pela promessa de Nossa Senhora de Fátima, quando anunciou: “ Por fim o meu Imaculado Coração triunfará”.
A nossa Mãe mesmo nos garantiu que nos protegerá, basta nos consagrar ao Imaculado Coração, viver em estado de graça e cumprir os nossos deveres do estado de vida. Vale a pena lembrar, que o mais perfeito modo de se consagrar a Nossa Senhora é a da total consagração a Ela, como ensinou São Luís Maria Grignion de Montfort. São João Paulo II viveu essa consagração, e quem conheceu ele, sabe que vale a pena abraçar esse modo de consagração.
“ Imaculado Coração de Maria sede a nossa salvação!”
Cleonice M. Kamer


