É um privilégio ser mulher católica nos dias de hoje. A mulher que é católica praticante tem grandes probabilidades de se manter equilibrada, mesmo diante de uma sociedade, que está se revelando cada vez mais com dificuldades de ter estabilidade emocional. O que rege a espiritualidade feminina católica é a Liturgia de cada dia. A Palavra de Deus vai formando e ordenando o comportamento feminino.
O Papa Bento XVI, no seu pontificado ensinou que por sermos feitos a imagem e semelhança de Deus amor, só nos podemos compreender a nós mesmos no acolhimento do Verbo e na docilidade à obra do Espírito Santo. É a luz da revelação feita pelo Verbo Divino que se esclarece definitivamente o mistério da condição humana , disse o Papa. Portanto nós mulheres católicas, somos sim privilegiadas, pois como revelou o Papa Bento XIV, é a Palavra de Deus que vai revelar para nós mesmas quem nós somos. Não precisamos buscar descobrir em livros ou em consultórios, sobre o que é próprio da identidade feminina.
Quando a mulher, por exemplo fica atenta a Palavra que é proclamada em cada Missa, ela percebe que o Senhor lhes revela no coração, como proceder em sua vida pessoal. Interessante que no segundo domingo do tempo comum, a Liturgia revelou sobre o episódio da luta entre Davi e Golias, mas vejam bem, esta luta travada entre dois homens, tem muito a ensinar para nós mulheres. É próprio da psicologia feminina estar atenta aos detalhes de uma história. Tem um detalhe importante na história do combate entre Davi e Golias, que geralmente passa desapercebido. Davi usou de um estilingue. O estilingue para dar o máximo de força e velocidade para a pedra que vai ser lançada, é necessário que seja esticado todo o elástico para trás. Então é a força de “recuo” que impulsiona a pedra para acertar o alvo. Na vida de nós mulheres quantas vezes vencemos as batalhas “recuando”. “Recuamos”, quando temos em vista, que deste modo alcançaremos a vitória dos Golias que se levantam contra nossas famílias. Quantas mulheres vencem no relacionamento matrimonial, não avançando, mas sim recuando nos momentos difíceis, usando o recurso do silêncio e do perdão. Quantas mães vencem no exercício da maternidade, para oferecer o que é melhor para os seus filhos, recuando em suas carreiras, em seus projetos pessoais, para estarem mais presentes na vida de seus filhos.
Enquanto ideologias modernas são investidas na formação das meninas desde a tenra idade, para que elas se tornem “empoderadas”; o princípio cristão oferece uma resposta muito melhor, ao revelar que só vencemos quando amamos. Como disse São João Paulo II: “A mulher não pode se encontrar a si mesma senão doando amor aos outros” .
Cleonice Macedo Kamer
Movimento Mariano
1 Exortação Apostólica Pós Sinodal Verbum Domini – Sobre a Apalavra de Deus na vida e na missão da Igreja, do Santo Padre Bento XIV, nº 6.
2 Carta Mulieris Dignitatem


