Tem havido um esforço por parte da Igreja Católica, de modo especial no Pontificado do Papa Leão XIV, em intensificar a revelação sobre a beleza do matrimônio cristão. Hoje, esta postura da Igreja vem em socorro dos casais casados, do qual tem enfrentado uma furiosa investida do mal; como dizia São João Paulo II: “Hoje em dia, parece que os inimigos de Deus, mais do que atacar frontalmente o Autor da criação, preferem defrontá-Lo em Suas obras. Em torno da família trava-se, hoje, o combate fundamental da dignidade do homem” .

Nossa Senhora Rainha da Paz em sua aparição no dia 25 de dezembro de 2025 disse: “sejam defensores corajosos do amor de seu Deus” . Quem instituiu o sacramento do matrimônio foi o próprio Deus, e a Igreja Católica permanece uma das únicas vozes que tem sido uma fiel defensora do amor, em especial do amor conjugal. A Igreja Católica, diante das dificuldades dos casais, que passam por crises conjugais e a separação, a Igreja incentiva esses casais a continuarem acreditando no amor conjugal, ajudando lhes a retornarem ao matrimonio.

Poucos sabem que já no século IV, a Igreja se pronunciou através de Santo Agostinho, sobre a realidade dos divorciados e sobre a questão se eles poderiam se casar novamente. Santo Agostinho, naquele século “constrói o seu argumento com base na tradição da Igreja que considera qualquer segundo casamento como adultério enquanto o cônjuge está vivo. O Bispo de Hipona considera o vínculo matrimonial como “o vínculo de uma aliança” que permanece nos cônjuges, quer sejam fiéis ou não. Sem nos afastarmos do pensamento do Santo, podemos dizer que o vínculo matrimonial é semelhante ao caráter batismal. Nos cônjuges fiéis, o vínculo permanece como benção e sinal sagrado, mesmo aqueles que se separam, o sinal permanece e torna o segundo casamento adultero” .

Tanto a Tradição da Igreja como os santos, iluminam os casais sobre a beleza e o valor sagrado do matrimônio católico. Quando um casal compreende que o pacto nupcial feito diante do Altar no dia do matrimônio, torna-se um reflexo vivo do amor esponsal de Cristo por sua Esposa Igreja, este casal tem mais “recursos” para continuar investido no matrimonio, quando enfrenta crises. É de importância fundamental quando um casal se separa os cônjuges permanecerem sozinhos, não entrando em outro relacionamento, dando assim a abertura para a reconciliação e a restauração do matrimônio.

Há um crescente número de casais católicos que foram separados e retornaram para o cônjuge e sua família; esses mesmos casais testemunham o quanto valeu a pena terem acreditado e defendido o amor esponsal.

Cleonice Macedo Kamer
Movimento Mariano

1 Canção Nova- https://formacao.cancaonova.com/familia/pais-e-filhos/um-olhar-concreto-sobre-as-realidades-das-familias-de-hoje/
2 https://mosteiroreginapacis.org.br/mensagem-de-nossa-senhora-rainha-da-paz-25-de-dezembro-de-2025/
3 Marcelo Fiães – A fidelidade matrimonial em estado de separação. Pius Edições. Pg.42


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