Tudo para Jesus por Maria e José.

“Nossa, que bolo gostoso! E este pudim então, só de olhar dá água na boca! Você me dá a receita?” –  “Com prazer!”, respondemos à amiga e já vamos anotando em detalhes os ingredientes e o modo de fazer… e lá se vão mais receitas para a gaveta!

Não há problema em colecionarmos as mais diversas receitas, porém, estamos engavetando também as realidades espirituais, e isso nos leva a perder a alegria, a paz e, provavelmente, até a Graça eterna.

Na compreensão equivocada e superficial da misericórdia e do acolhimento engavetamos a Verdade e permitimos que o inimigo da nossa fé tenha livre acesso para a destruição da nossa vida interior.

Nosso Batismo é vivido sem disciplina de comunidade. O anúncio do perdão, sem arrependimento. A Eucaristia, sem confissão dos pecados. A absolvição, sem confissão pessoal. A busca da graça, sem seguimento de Cristo, sem cruz, sem Cristo vivo e encarnado. A isto somamos, infelizmente, uma pastoral dos sacramentos reduzida à lógica do ‘usa-se e joga-se fora’. O sacramento da Crisma se assemelha à ‘festa do adeus’. O sacramento do Matrimônio é visto como: “se não der certo me separo”. Quão poucos católicos são capazes de compreender que somos missionários, chamados a ser luz e sal na terra.

É bom que fique claro pra nós que ninguém é automaticamente arrastado até as portas do Céu pelo atropelo geral!

Este mês é dedicado ao precioso Sangue de Jesus. O derramamento desse Sangue é o preço que foi pago pelo nosso resgate, diante do sequestro sofrido pelo pecado que cometemos. Peçamos a Jesus que nos permita mergulhar no cálice do Seu Sangue e ali, submersos, que tenhamos a firme decisão de segui-Lo em todos os dias da nossa vida.

Sangue e Água que jorraste do coração de Jesus, como fonte de misericórdia para nós, eu confio em vós.