Em nossa vida de consagração numa Nova Fundação, diversas realidades são objetos de decisões e escolhas. Algumas escolhas são definitivas como, por exemplo, o matrimônio, o sacerdócio, a consagração de vida. Essas escolhas são irrevogáveis e, aqui o inimigo fará de tudo para que a pessoa não cumpra a vontade de Deus, por isso a luta espiritual será mais intensa.

O acolhimento consciente da realidade do próprio chamado fará com que o consagrado busque aderir mais a Cristo de todo coração na vida que escolheu, permitindo despojar o coração dos próprios desejos e deixar, no dia a dia, a graça de Deus atuar.

Para os consagrados não cabe mais o discernimento do que é o bem e do que é mal, isto deve estar claro para cada um, segundo o conhecimento da Palavra, do autêntico Magistério da Igreja, dos mandamentos de Deus e da própria regra de vida. Mas o discernimento necessário é saber separar o bom do melhor, saber o que pode começar a desvincular de uma adesão a Cristo no caminho pessoal de cada um.

Por exemplo, no meu chamado, na minha vocação, se sou comunidade de vida, então não posso almejar uma profissão. Se alguém me faz uma proposta profissional, a minha decisão definitiva vai me dá o discernimento de que essa proposta não é boa pra mim, tenho de ter a certeza de quem sou e do chamado que Deus me deu diante das inúmeras propostas que irei receber, diante das seduções do mundo, das tentações do inimigo e também dos momentos de crise e desejo de fuga. Se sei quem sou essas propostas não terão poder dentro de mim.

Cuidado com os sentimentalismos, as chantagens emocionais daqueles que são nossos familiares, ou nossos conhecidos, mas que tem uma visão de fora da nossa vocação, muitos tem a conclusão de que não fazemos nada, de que não trabalhamos e que temos tempo de assumir outros compromissos. Deixar a vocação por afetos, naquilo que deixei acontecer de tentações e sugestões diabólicas e justificar que é um bem, não é um bem, pois vocações definitivas são vocações definitivas, Deus nos deu uma vocação e somente vai florescer o que Deus pensou a nosso respeito.