Deus Pai constituiu Jesus Cristo como Senhor e Messias. Cristo morreu pelos nossos pecados, ressuscitou para a nossa justificação, por isso é o Senhor. “Para isso, de fato, é que morreu Cristo e retomou a vida: para ser o Senhor tanto dos mortos como dos vivos” (Rm 14,9).
Quando o Espírito Santo veio sobre os discípulos de Jesus, a comunidade cristã começou a repassar a vida de Jesus, sua morte e ressurreição, e tudo pareceu claro, como se tivesse sido tirado um véu de seus olhos, assim confirmou-se a ressurreição de Jesus. E os discípulos começaram a proclamar o senhorio de Jesus, Ele é o Senhor e não o imperador, que na época era reconhecido com um ser divino e por isso, senhor de tudo.
Existem duas dimensões do senhorio de Jesus Cristo, a objetiva, ou seja, tudo aquilo que tem no creio, o conteúdo daquilo que devo crer: “… Creio em um só Senhor Jesus Cristo”. A dimensão subjetiva é quando temos um experimento desse senhorio de Jesus. Supõe também uma decisão, quem reconhece e pronuncia o senhorio de Jesus decide o sentido da sua vida. É como se dissesse: “Tu és o meu Senhor; eu me submeto a ti, eu te reconheço livremente como o meu salvador, o meu senhor, o meu mestre, aquele que tem todos os direitos sobre mim. Eu pertenço a ti mais do que a mim mesmo, porque tu me compraste por um alto preço.”
