Toda a nossa vida, o nosso existir faz parte dos desígnios de Deus, é um grande bem Dele nos ter dado a vida e uma vocação. Viemos primeiro Dele, por isso, somos chamados a viver uma relação íntima com o nosso Criador. Faz parte da essência de Deus um relacionamento terno, afetuoso e paternal. Que a nossa fé desperte em nós alegria e gratidão por toda manifestação e ação de Deus na pessoa humana.

A pessoa consagrada não somente recebe esse bem, mas se torna consciente dele e de onde ele emana, a partir disso pode ser um autêntico bem para aqueles que estão em sua volta.

O consagrado se apóia, se fundamenta no essencial da fé, na luz da vida, que é o próprio Cristo Jesus. Nossa relação com Ele precisa ser essencialmente afetuosa, nossa alma precisa enamorar-se de Cristo, pois cada um de nós é chamado a viver um eterno e amoroso relacionamento com Deus, que deverá ser para sempre o nosso tudo.

Vivemos dessa forma, como hoje vivemos, entregando a nossa vida e em missão, por causa de uma pessoa, Jesus Cristo. E, na medida em que se for conquistando a intimidade com este Homem Deus, nossa vida se torna mais Dele e menos mundana, passamos a viver por Ele. Santo Agostinho dizia: “Minha alma enamorou-se de Jesus Cristo. Outros cuidarão da sobrevivência do mundo […] Ama-te menos, Senhor, quem ama outras coisas contigo, sem amá-las por tua causa” (Confissões X,29).

Nos deixemos tocar pelo amor de Cristo Ressuscitado, aqueles que não tem afeição pelo Senhor não podem ser afetuosos para com seus irmãos, de Deus aprendemos o Seu afeto e tudo o que vem Dele é o melhor, o verdadeiro bem. Deus nos convida a voltarmos ao princípio, o nosso primeiro afeto é o afeto para com Ele, “eu contigo e tu comigo”, assim, nossa intimidade estará sempre viva.

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