A firmeza de Cristo em nós não pode ser abalada quando permanecemos na escuta. A nossa fé pode ser e é muitas vezes violentamente atacada, mas, não poderá ser abalada se a nossa escuta estiver no Evangelho e no Autêntico Magistério da Igreja.

Deus quer um povo sem mistura, já purificados pela Palavra e pelo Seu sangue, que anunciem a verdade e tenham a coragem de denunciar o pecado, a mentira. A Palavra de Deus nos diz: “se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos”(Jo 6,53). A cada um é necessário examinar-se, pois se não estiver apto a ter comunhão, não se é discípulo de Cristo, é uma linha divisória, para passar a linha precisa estar decidido, se empenhar, querer viver o que o Mestre diz.

Muitas vezes, perdemos a memória das coisas de Deus, daquilo que Ele diz, como aquele que tem a doença Alzheimer e se esquece até de seu nome, assim também nos esquecemos de que somos cristãos. Perdemos a memória de que Deus é Deus e que somos homens, essa memória está esquecida no mundo católico. Somos criaturas que Ele fez, obra de Suas mãos e viemos a este mundo para fazer Sua vontade.
A sociedade é diferente da Igreja, a sociedade abarca todos os homens, sendo o homem uma criatura de Deus e um filho por criação. A Igreja abarca aqueles que nasceram de novo, um nascimento espiritual, pelo Batismo, é o povo de Deus, chamado desde de Abraão, Isaac e Jacó, que na nova e eterna aliança, na plenitude dos tempos, nasce de Cristo Jesus, onde se dá a fundação da Igreja.

Deus funda este povo de Deus, que começa na antiga aliança e foi sendo preparado para chegar aos tempos de Jesus Cristo, na plenitude dos tempos. E nós viemos neste tempo, na plenitude dos tempos que ainda não se findou, Jesus tomou a nossa natureza e com essa natureza que Ele assumiu (na carne) eu também vim ao mundo.

A Igreja é o lugar do batismo, por isso nascemos pelo Sacramento do Batismo. Fomos introduzidos, enxertados no Corpo de Cristo, a partir Dele, Nele, na Igreja Ele se torna o Senhor de cada um de nós.

Esse Deus, que é Deus de todos os homens e que todos os homens se referem, mas não O conhecem, na Igreja Ele se revela, Ele se dá a conhecer, então somos filhos por revelação. Esse filho criado que é cada um de nós, vai se tornar na Igreja um filho por revelação, assim deveríamos viver com o batismo, na graça, no esforço, na busca para que nós conheçamos, na intimidade, Aquele que é.