Quem tiver ouvidos ouça o que o Espírito Santo diz à Igreja, repete sete vezes São João no Livro do Apocalipse, nos capítulos 2 e 3. Prestamos bem atenção, no que o Espírito Santo está dizendo para a Igreja Católica, desde o início do ano de 2025, este mesmo ano que está se revelando como o período de reconhecimento dos “mártires pelo matrimônio”, de homens que viveram e morreram defendendo a identidade do matrimônio católico.

Do mês de janeiro ao mês de março de 2025 foram reconhecidos pelo Vaticano, seis mártires que deram suas vidas em defesa do Sacramento do Matrimônio.

Em janeiro a Santa Sé reconheceu o martírio de cinco missionários espanhóis: os servos de Deus Pedro de Corpa, Miguel de Añón, Antonio de Badajoz e Francisco de Veráscola e Blas Rodríguez de Cuacos, eles eram franciscanos e foram mortos em 1597 nos Estado Unidos, por defenderem o casamento monogâmico . Outro reconhecimento de martírio, para salvaguardar o caráter sagrado do matrimônio, aconteceu neste mesmo ano aconteceu no dia 28 de março de 2025. Através de um Decreto, o saudoso Papa Francisco autorizou o avanço das causas de canonização do pai de família Pedro To Rot.

O testemunho de santidade vivido pelo catequista católico, esposo e pai de família, vale a pena ser conhecido, muito mais nos dias de hoje, pois o que levou ao martírio do beato Pedro To Rot, foi o fato de ele ter defendido a monogamia no matrimônio.

Algumas pessoas não conhecem o significado do que é monogamia; essa palavra significa ter uma só esposa, um só marido. No casamento o ser “exclusivo” um para o outro é uma garantia firmada no amor, onde os cônjuges contam com a graça recebida diante do Altar, no dia da celebração do matrimonio.

Tem um detalhe interessante na vida do Beato Pedro To Rot: as circunstâncias da morte dele, que ocorreu em um tempo de conflito, durante a segunda grande guerra. Naquela época os valores cristãos foram relativizados, e esse pai de família teria chance de não ser morto, durante a ocupação japonesa em seu país, mas ele não se calou diante da verdade. “Defensor corajoso do vínculo sacramental do matrimônio cristão, ele se opôs à poligamia que os japoneses tinham permitido para ganhar as tribos locais e chegou ao ponto de contestar seu irmão mais velho, que havia escolhido a poligamia. Foi por este motivo este último o denunciou à polícia, que o prendeu em 1945. Condenado a dois meses de prisão, morreu no cárcere em julho, vítima de envenenamento” .

Que possamos prestar bem atenção nos sinais deste tempo. A Igreja Católica ao reconhecer o martírio desses homens, por defenderem o matrimônio, está chamando a nossa atenção, para que reconheçamos o quanto é precioso para Deus este Sacramento e quanto os casais católicos, hoje mais do que nunca, são chamados a fortalecerem o vínculo conjugal e conhecer o que Deus pede para eles no matrimônio.

Que possamos estarmos atentos também ao sinal deste tempo vindo, das autoridades civis. Nesta semana, a União Europeia pediu aos cidadãos para se preparem com um Kit sobrevivência, em caso de emergência ou conflitos armados. Nós casais católicos diante desses sinais, precisamos nos equipar com nosso Kit de “sobrevivência espiritual”, para nos mantermos fiéis ao matrimônio; este Kit que toda casa precisa ter, que é: a Palavra de Deus; o Catecismo da Igreja Católica, e a poderosa arma do Santo Terço.

Cleonice Macedo Kamer
Movimento Mariano


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