Nós precisamos reconhecer o nosso pecado e percebermos o alcance da nossa iniquidade (Deus, os outros e a nós mesmos – “pequei contra o senhor” 2 Sm 12,13). Um coração que se sente verdadeiramente contrito e humilhado aprende a buscar o seu refúgio e cura no Senhor, o único que pode endireitar as coisas.
Na confissão, trazemos à luz o nosso mal naquilo que agimos, que pensamos, que sentimos, e Jesus derrama sobre este mal o Seu sangue e nos dá o perdão, restaura nossa liberdade e nos dá força para lutarmos para não mais cair nesses pecados. O perdão liberta a alma e nos devolve a alegria de sermos salvos.

Esse não cair mais é um processo, mas o nosso desejo, a nossa intenção deve ser a de lutar para não cair mais nesse mal. O Espírito Santo é quem nos move e nos convence sobre o pecado. O pecador verdadeiramente arrependido está disposto a fazer o necessário para curar seu coração, para recuperar a alegria de viver com Deus.

Por isso não podemos usar a justificativa: “se acontecer de novo eu confesso”, examinando-me preciso questionar-me: “o que está motivando o pecado que repito e repito?” Esse processo depende da nossa resposta, de uma decisão individual; o pecado precisa de um esforço pessoal para deixá-lo, ainda mais o pecado grave, aí sim deve acontecer um rompimento radical.

Sabemos que o sacramento da Penitência é um dos maiores presentes que Deus nos fez, um presente sem o qual não poderíamos viver a vida na graça e que sempre teremos de agradecer o valor de Jesus na nossa vida. A gratidão deve mover o nosso coração pelo motivo de que Jesus nos liberta.

Depois de confessar é preciso voltar-se a gratidão, pois é Um Amor maior que me perdoou, Ele é a minha referência, só Ele pode me libertar do pecado, assim reconheço que é a Sua mão que me levanta, que me atinge. Sem esse reconhecimento continuaremos isentos da sabedoria Divina.

Essa sabedoria que Deus faz crescer na alma daqueles que O procuram, e ela não mora num coração que trama o mal, e um coração sujeito ao pecado o Espírito Santo não vem habitar.