O ser humano nos tempos de hoje dominou o macrocosmo das estrelas e o microcosmo das bactérias e dos átomos, mas perdeu o conhecimento sobre si mesmo, sobre o seu interior. O homem moderno é um escravo da matéria que domesticou, e seu espírito agoniza! Há uma desintegração do homem porque ele permitiu que a matéria tomasse a primazia do espírito sobre a sua vida. Não é mais o Amor de Deus que o preenche e guia seus passos.

As descobertas e invenções da moderna tecnologia nos deixam extasiados, no entanto, esse homem fantástico que dirige o universo, não consegue dirigir-se a si mesmo. O que será o homem sem a primazia do espírito? Um escravo, escravizado pela própria tecnologia que desenvolveu. Não é somente hoje que isto ocorre. Em proporções diferentes a História Universal mostra que as civilizações caíram (Roma, Grécia, Bizâncio,…) muito mais pelo próprio apodrecimento interior do que por causa das invasões exteriores.

Há tanta pobreza interior, que as pessoas só tem o corpo para dar. Quando temos riqueza interior, quando mergulhamos nos mistérios da própria vida: a morte, a eternidade, quem sou eu, e nos alimentamos com a verdadeira vida dos santos, vamos nos enchendo da graça de Deus, de Suas riquezas e podemos dar Dele mesmo. Quando não temos nada de dentro para dar, damos do que está fora, do físico, quando nós damos o nosso físico sem o conteúdo, ele se torna descartável, porque o físico é finito. Se tivéssemos conteúdo não precisaríamos fazer isso. Quando não temos conteúdo acabamos dando o casco.