Pobreza é amor a Deus até o desprezo de si mesmo, e o contrário, o orgulho, é o amor a si mesmo ao extremo, ao ponto de desprezar a Deus. Quando Deus nos pede algo a se fazer, que é sempre um bem, é que Ele quer arrancar o mal que está dentro de nós com a adesão à vontade Dele.

O movimento da pobreza dentro de nós é o desapego. Mas como somos apegados às coisas desse mundo, nos apegamos com o que é bom, nós gostamos e sentimos prazer com aquilo que é bom. Se sabemos que a fonte é má, é preciso exterminar. O que é ruim vamos destruir, vamos retirar o que é pecado. Também o que é contrário à Palavra, é preciso arrancar do caminho de formação, da comunidade, da liturgia, arrancar da oração pessoal; ou tiramos de uma vez ou a gente não tira, não tem meio termo.

Para parar com todo o vício precisamos de uma graça, precisamos de uma decisão e da cura da fonte desse mal, mas, muitas vezes, a recebemos oração e mais oração de cura interior, e não tomamos uma verdadeira decisão. Muitas vezes queremos receber a graça sem o esforço e isso não existe, é preciso fazer alguma coisa.