Não se pode discernir nem justificar o que é contrário ao Evangelho. Tem uma palavra de um bispo que diz: “o que pode se justificar pelo Evangelho é justificável para um consagrado e o que não é próprio do Evangelho não é justificável para nenhum consagrado”.

O Evangelho é a forma de vida para o consagrado. Pode alguém dizer que ainda não se tem a regra de vida na comunidade porque está no início. Mas a regra de vida é sempre permeada do Evangelho, se você lê uma regra de vida ela está toda ela permeada, fundamentada pelo Evangelho, como um documento da Igreja se você lê-lo, está cheio dos versículos e dos capítulos do Evangelho. Não há uma vida consagrada sem o Evangelho.

A vida ofertada a Deus é um educar-se para a vida santa de Jesus, a vida do Evangelho. A consagração da própria vida “é a memória viva do existir e do agir de Jesus como Verbo encarnado na relação com o Pai e com os outros” (Papa São João Paulo II). É reproduzir a forma de vida que Jesus abraçou e ofereceu aos discípulos.

Um Carisma está em formação, pois viver a forma de vida de Jesus, ser como Jesus naquela página é um processo de formação que se vai adquirindo com o espírito do fundador, com aquilo que ele vai dizendo, com os irmãos da comunidade, se eles são mais velhos, com a prática, com as correções que vão sendo feitas, com os ajustes e reajustes.

Um Carisma é uma relação constante, é um diálogo constante com Deus; uma vida consagrada exige que o Carisma, no interior de cada um, esteja em constante relação com Deus e a partir de Deus com as coisas, com as pessoas, e consigo mesmo. Então é a partir de Cristo que acontece todas as relações do consagrado.