Deus revela o seu nome como sendo “Eu sou”, revela-Se como o Deus que está sempre junto do seu povo para o salvar. O nome de Jesus ao ser pronunciado, afirma-se que Ele é o Deus que salva, enviado pelo Pai, o Cristo que realiza a redenção.

Diante da presença de Deus, o homem descobre a sua pequenez. Perante os sinais divinos realizados por Jesus. Pedro exclama: “Afasta-Te de mim, Senhor, porque eu sou um pecador” (Lc 5, 8). Mas porque Deus é santo, pode perdoar ao homem que se descobre pecador diante d’Ele.

A própria essência de Deus é Amor: “Deus é Amor”(Jo 4, 8, 16). Ao enviar, na plenitude dos tempos, o seu Filho único e o Espírito de Amor, Deus revela o seu segredo mais íntimo: Sua Misericórdia! Sim, Ele desceu! Se fez carne e habitou no meio de nós! Sua misericórdia se estende de geração a geração, canta Maria em seu Magnificat. Somente Ele poderia nos buscar para reatar a amizade perdida pela desobediência no pecado original, na sua Paixão e Ressurreição.

Jesus é Caminho, é Verdade e Vida. O Senhor que está a direita do Pai para julgar os vivos e os mortos. Ele convida os pecadores à mesa do Reino: “Não vim chamar justos, mas pecadores” (Mc 2,17). Convida-os à conversão, sem a qual não se pode entrar no Reino, mas mostrando-lhes, com palavras e atos, a misericórdia sem limites do Pai por eles e a imensa “alegria no Céu por um único pecador que se arrepende” (Lc 15,7). A prova suprema deste amor é o sacrifício de sua própria vida “em remissão dos pecados” (Mt 26.28)
Só o coração de Cristo que conhece as profundezas do amor do Pai pôde revelar-nos o abismo de sua misericórdia de uma maneira tão clara. Deus revela que é “rico em misericórdia” (Ef 2,4), indo até o ponto de dar seu próprio Filho. Ao dar sua vida para libertar-nos do pecado, Jesus revelará que ele mesmo traz o Nome divino: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que ‘EU SOU'” (Jo 8,28).

Jesus, eu confio em vós!