O site da PubMed, que é um Banco de Dados de artigos científicos, publicou uma tese muito interessante, da Universidade Franciscana de Steubenville, na Áustria. O autor do artigo que é o professor William Newton “examina a relação entre contracepção e aborto e defende a afirmação do Papa João Paulo II de que “apesar de suas diferenças de natureza e gravidade moral, a contracepção e o aborto estão frequentemente intimamente ligados, como frutos da mesma árvore” ( João Paulo II 1995 , Evangelium vitae n. 13). O professor William Newton afirmou em sua tese: “Meu objetivo é compreender o que o Papa quis dizer ao fazer essa declaração, pois ele claramente acreditava que existe uma profunda conexão entre esses dois fenômenos” .
“Não há dúvida de que a contracepção é parte essencial de uma cultura que, na melhor das hipóteses, é ambivalente em relação à geração de novas vidas: é contrária à vida de uma maneira diferente da que o aborto o é, mas, no mínimo, leva à ideia geral de que a gravidez é algo a ser evitado como um potencial desastre. Ora, uma vez que essa semente de dúvida sobre a bondade da nova vida é plantada e nutrida na mente de um povo, as portas para o aborto são destrancadas (se não abertas); e tão certo quanto o dia segue a noite, o aborto se tornará lei” ; afirmou prof. William, ele também esclareceu que:
“Outra forma pela qual a contracepção altera as atitudes em relação à vida humana é que ela gera um poder exagerado, sobre as origens da vida humana. Isso ocorre porque, como aponta João Paulo II, optar pela contracepção é assumir a postura de um árbitro, e não de um ministro, no que diz respeito ao próprio poder de transmitir a vida humana (cf. João Paulo II 1981 , Teologia do Corpo n. 32). Ao aceitar a contracepção, a humanidade se esquece de que seu papel na transmissão da vida humana é o de parceria com Deus. Afinal, a mãe e o pai só podem contribuir com a parte material de cada novo ser humano; o elemento espiritual deve vir diretamente de Deus.
O Professor William Newton concluiu sua tese afirmando: “Em suma, não creio que o movimento pró-vida possa ser indiferente à questão da contracepção. De alguma forma, ele precisa abordar a raiz da cultura da morte. Todo jardineiro sabe, por experiência própria, que se a raiz da erva daninha não for completamente destruída, ela volta a crescer, muitas vezes com ainda mais vigor. Precisamos extirpar a raiz da cultura da morte, e essa raiz é a contracepção” .
Cleonice Macedo Kamer
Movimento Mariano
1 Ibid
2 Ibid
3 Ibid
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