Em um encontro que o Papa João Paulo II fez com católicos que trabalhavam na área jurídica, ele fez um apelo que se estende pela história da Igreja. O Papa João Paulo II pediu para que advogados e juízes católicos não colaborassem com o divórcio. Muitos advogados católicos de todo mundo corresponderam ao apelo do Papa de preservar o casamento, recusando a realização de divórcios.

Foi no inicio do ano de 2002 que João Paulo II se dirigiu aos advogados católicos, para que eles não usassem da profissão para desfazer casamentos. Neste mesmo encontro o Papa pediu para que esses profissionais da área jurídica, para dedicarem os seus esforços para reconciliar casais. Naquele mesmo ano o bispo de Fátima em Portugal se manifestou apoiando o Papa João Paulo II. Dom Serafim Ferreira e Silva disse na ocasião: “Não queremos profissionais da ruptura, mas sim bons obreiros da reconciliação. Um advogado pode e deve tentar a reconciliação de um casal em crise”.

Quando um profissional católico da área da justiça se coloca a serviço do divórcio, e se esse profissional for casado, corre o sério risco de que a mentalidade de ruptura conjugal afete o próprio matrimônio, tornando-o propenso a separação, como resposta diante de crises conjugal.

Muitos advogados no mundo inteiro, acolheram no exercício de suas profissões não fazerem processos de divórcios. Um desses advogados que não faz divórcios é o Dr Christopher J. Brennan; ele escreveu em 2024 para um site católico, sobre sua preocupação com a crescente onda de divórcios e processos de nulidades. Dr Christopher não realiza divórcios, e investe os seus conhecimentos jurídicos para ajudar os casais em crises a vencerem suas dificuldades e para que eles continuem juntos, unidos no matrimônio . Acontece que este advogado começou a notar que em sua Diocese houve um aumento significativo de processos de reconhecimento de nulidades, ele percebeu também que os conselheiros matrimoniais quando eram procurados por casais divorciados, estes conselheiros não ofereciam auxílio para que acontecesse a reconciliação, mas sim incentivavam esses casais a buscarem o reconhecimento de nulidade.

Para o advogado católico Dr Christopher, quando os casais passam por crises, há uma resposta para muitas dessas desordens no casamento, e ela está nos fundamentos católicos que é :” a renúncia ao pecado; a confissão; e o crescimento na graça ao receber os sacramentos. E é tarefa de todo cristão batizado aprender essas verdades e proclamá-las — e ajudar os outros a receber aquilo que Cristo confiou à Igreja… Talvez alguém pudesse colocar algo em um jornal diocesano ou boletim paroquial que dissesse: Sofrendo em seu casamento? Venha aprender como usar esse sofrimento em seu benefício e de seu cônjuge. Já divorciado? Venha aprender se você precisa de confissão e arrependimento. Veja se você pode salvar sua alma e ajudar a salvar a alma de seu cônjuge e encontrar significado e paz em sua vida e na vida após a morte.

Cleonice Macedo Kamer

1 https://www.paroquias.org/noticias.php?n=1441
2 https://catholiceducation.org/en/controversy/stemming-the-tide-of-divorces-and-annulments.html
3 https://catholiceducation.org/en/controversy/stemming-the-tide-of-divorces-and-annulments.html


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