Em julho deste ano na Paróquia Senhor Bom Jesus, na nossa cidade, o Pe Fábio assumiu como novo pároco. Esse mesmo sacerdote tomou a iniciativa de “transportar” Jesus que estava na capela lateral e O entronizou no Tabernáculo que já se encontrava na parte central da Igreja, atrás do Altar. Na capela lateral, Jesus estava em um Sacrário que não estava a altura da dignidade Dele, pois era revestido com um material de MDF, enquanto o Sacrário central é revestido de madeira nobre e talhado com arte sacra.
Este posicionamento por parte do novo pároco da Igreja Senhor Bom Jesus, com certeza foi do agrado de Jesus. O Sacrário, mesmo sendo revestido de madeira nobre é matéria, mesmo talhado com uma bela arte sacra, continua sendo somente matéria, mas quem está dentro dele é Vivo.
Se é agradável ao Senhor ter um Sacrário digno para Ele, é também agradável para Ele, que nós católicos tomamos a consciência de que após comungarmos, nos tornamos “sacrários vivos”. Neste ponto, o Espírito Santo nos revela que somos chamados a prestar muita atenção no modo como “revestimos” o nosso corpo, tanto dentro da Igreja, quando participamos de uma Celebração, como fora da Igreja em nossa vida pública.
O homem e a mulher católica quando se reconhecem como “templos vivos” do Espírito Santo, apreciam o próprio corpo como sagrado. Fazer pouco caso na maneira como se usa as roupas é próprio do paganismo. Os cristãos que acolhem a Palavra, sabem da importância que é para Deus o uso adequado das roupas. A Palavra de Deus já nos primeiros capítulos de Genesis, revela a iniciativa do Criador em cobrir o corpo do primeiro casal humano, quando esses pecaram (Gn 3, 21). A Palavra de Deus também exalta as vestes no Livro do Apocalipse, quando diz que todos aqueles que alcançaram o Céu tiveram suas vestes alvejadas pelo Sangue do Cordeiro; as vestes alvejadas pelo Sangue do Cordeiro (Ap 7, 14), significa o estado de graça da alma. O homem e a mulher que vivem no estado de graça acolhe a própria identidade sexual do corpo. A aceitação da identidade sexual é refletida no corpo. O homem se veste e se comporta como homem. A mulher se veste e se comporta como mulher.
Ao redor dos anos 80, quando estudava no colegial em uma cidade no planalto serrano de Santa Catarina, se costumava elogiar os jovens que se vestiam de modo unissex. Esse modo de se vestir era visto como sendo moderno. No tempo dessa geração poucos foram capazes de identificar a falsidade deste estilo de moda. Vejam bem, com os olhos da fé; a moda unissex foi o salto mortal para a introdução do “estilo” travestis. No dicionário o significado da palavra travestis significa aquele “que se veste com roupas do sexo oposto ao seu”1. Quando um fiel católico rejeita assumir as características exclusivas sexuais, seja masculina, seja feminina no modo de vestir-se, esse católico(a) começa a entrar em um campo perigoso, que é o da oposição aberta, sobre a verdade do corpo humano escrito na Sagrada Escritura.
O Senhor, neste tempo nos convida a abrir a nossa mentalidade no modo como interpretamos a moda, que se refere diretamente a verdade do nosso corpo. Glorificamos a Deus no nosso corpo (1 Cor 6, 20) enquanto ainda temos tempo. Pois haverá um tempo que não teremos mais tempo. (Mt 25, 10).
1 Dicionário mini Aurélio da língua portuguesa século XXI . 4ª edição.
Cleonice Macedo Kamer


