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Ensinos
O Amor quer ser amado!

É Deus quem escolhe o jeito que Ele quer ser amado por nós. Hoje trazemos o exemplo de duas grandes santas da Igreja Católica que foram presenteadas por Deus com carismas específicos para amá-Lo e servi-Lo: Santa Margarida Maria Alacoque e Santa Edviges.

Margarida Maria foi escolhida por Deus para divulgar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, Edviges para socorrer os pobres e necessitados do seu reino, Margarida uma simples freira, Edviges foi nobre princesa, esposa, mãe, viúva e por fim monja.

Na vida dos santos é interessante perceber a ação de Deus, é o Senhor que acentua em cada carisma aquele traço peculiar da missão pessoal. Vamos conhecer um pouco da espiritualidade de cada uma destas santas:

Santa Margarida Maria:

Mulher de escondimento, humildade e simplicidade. Uma de suas companheiras de noviciado deixou escrito: Margarida deu muito bom exemplo às irmãs por sua caridade; jamais disse uma só palavra que pudesse incomodar a alguma, e demonstrava uma grande paciência ao suportar as duras reprimendas e humilhações que recebia frequentemente”.

Era dada a oração fervorosa, uma de suas experiências místicas se deu durante a ‘hora santa’, devoção que acontece entre vinte e uma horas e meia noite, diante do Santíssimo Sacramento em memória das três horas que Jesus passou orando e sofrendo no Horto do Getsêmani.  De repente, se abriu o sacrário onde estão as hóstias consagradas e apareceu Jesus Cristo, como o vemos em alguns quadros que agora temos nas casas. Sobre o manto, seu Sagrado Coração, rodeado de chamas e com uma coroa de espinhos em cima, e uma ferida. Jesus assinalando seu coração com a mão lhe disse: Eis aqui o coração que tanto amou as pessoas e em troca recebe ingratidão e esquecimento. Você deve procurar me desagravar”. Nosso Senhor lhe recomendou que se dedicasse a propagar a devoção ao Coração do Jesus porque o mundo é muito frio em amor para Deus e é necessário entusiasmar as pessoas por este amor.

Margarida  dizia ao Sagrado Coração: por que não escolhe outra que seja Santa, para que propague estas mensagens tão importantes? Eu sou muito pecadora e muito fria para amar a meu Deus”. Jesus lhe disse: “Escolhi a ti que é um abismo de misérias, para que apareça mais meu poder. E quanto a sua frieza para amar a Deus, te dou de presente,uma faísca, ‘frágua de amor’ de meu Coração”. E lhe enviou uma frágua da chama que ardia sobre seu Coração, e desde esse dia a Santa começou a sentir um amor maior por  Deus e era tal o calor que lhe produzia seu coração que, em pleno inverno, à vários graus abaixo de zero, tinha que abrir a janela de sua habitação porque sentia que ia se queimar, com tão grande chama de amor a Deus que sentia em seu coração.

Santa Edviges

Contam os historiadores que Santa Edwiges vivia com uma renda mínima, usando o restante para socorrer os pobres, enfermos, idosos, viúvas, crianças abandonadas, endividados e encarcerados, a quem ajudava pessoalmente. Em certa ocasião, quando estava visitando um presídio, ela descobriu que muitas pessoas ali se encontravam por não poderem pagar suas contas. Desde então, ela começou a saldar as dívidas dos encarcerados, devolvendo-lhes a liberdade. Ela também os ajudava a recomeçar sua vida, conseguindo-lhes emprego.

Ela e seu marido fundaram muitos mosteiros, entre eles o de Trebnitz, na Polônia, do qual sua filha Gertrudes se tornou abadessa. Henrique I construiu o Hospital da Santa Cruz em Breslau, e Edwiges, um hospital para leprosos em Neumarkt, onde assistiram pessoalmente aqueles que sofreram desta doença. A Santa também costumava ir à Igreja descalça na neve, mas levava os sapatos na mão para colocá-los imediatamente se encontrasse alguém.

Sua vida foi de grandes sofrimentos, viu seis de seus sete filhos falecer e também seu marido, vítima de uma doença contraída após ser mantido como prisioneiro de guerra. Quando Henrique I morreu, muitas religiosas choraram e Edwiges as confortou dizendo: Por que se queixam da vontade de Deus? Nossas vidas estão em suas mãos e tudo que Ele faz é bem feito”.

Ela amava muito Maria e, por isso, sempre carregava uma pequena imagem da Virgem em suas mãos. Quando morreu, em 15 de outubro de 1243, foi impossível tirar a imagem de suas mãos. Anos mais tarde, quando foram transladar seu corpo, encontraram a imagem empunhada e os dedos que a seguravam incorruptos.

Percebemos na vida destas santas a vida ativa de trabalho e dedicação e a vida contemplativa através da busca profunda de Deus. Santo Agostinho relaciona estas duas dimensões espirituais ao refletir sobre as personagens Marta e Maria. Dizia Santo Agostinho: “É necessário que sejamos Marta, trabalhar muito e servir a Deus, para nos tornarmos Maria.” “A melhor parte”, aquela que “ninguém poderá tirar” é a vida eterna.

 

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