Um dos quatro dogmas de Nossa Senhora é: Maria é Mãe de Deus. Dogma é uma verdade de Fé, revelada por Deus (na Sagrada Escritura ou contida na Tradição), firmada publicamente pela Igreja Una Santa Católica e Apóstolica.

O dogma da Maternidade Divina se refere a que a Virgem Maria é verdadeira Mãe de Deus. Ainda mergulhados no clima espiritual do Natal, contemplando o mistério inefável da Encarnação do Verbo, no primeiro dia do ano civil, a Igreja celebra a Virgem Maria, Mãe de Deus, a Theotokos! – Ela que deu corpo ao Filho único de Deus Pai.

Maria é a “Onipotência suplicante”. Ela tudo pode diante de Deus, não por natureza, mas pela graça. O que o bom Filho pode negar à Sua Mãe? O que o bom Pai pode negar a Sua Filha predileta? O que o divino Espírito pode negar à Sua amadíssima Esposa?

Falando da maternidade divina de Maria, assim se expressou São Pedro Damião (1007-1072), bispo e doutor da Igreja: “Esta matéria extraordinária nos tira até a capacidade de falar. Que língua poderá explicar, que inteligência não ficaria parada de espanto se começasse a pensar que o Criador nasce da criatura, o artesão vem de seu artefato, que o seio de uma jovem virgem tenha gerado Aquele que pode conter todo o universo?”

E seu nome é Maria! O Evangelista São João nas Bodas de Caná relata:”…e achava-se ali a mãe de Jesus!”. Profeticamente Santa Isabel exclama: “Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?”

A Igreja confessou solenemente no Concílio de Éfeso (431) que Maria é verdadeiramente “Mãe de Deus“ (Theotókos).

O dogma da Imaculada Concepção de Maria: Promulgado pelo Papa Pio IX, em 08 de dezembro de 1854. Por ter sido escolhida para ser a Mãe do Verbo humanado, a Virgem Maria foi concebida sem o pecado original. A Mãe do Filho de Deus foi isenta de todo o germe do pecado original. Ela é a mulher saudada pelo Anjo como “a cheia de graça” (gratia plena); nela tudo é graça.

O Dogma da Perpétua Virgindade de Maria: Maria foi Virgem antes, durante e perpétuamente depois do parto. Ela é a “Virgem que conceberá e dará à luz um Filho cujo nome será Emanuel” (cf. Is 7, 14). A liturgia da Igreja a celebra como a ‘sempre-virgem’ Maria. (Constituição Dogmática Lumen Gentium, 55 – Concílio Vaticano II).

O dogma da Assunção de Maria : A Mãe de Deus, ao cabo de sua vida terrena foi elevada em corpo e alma à glória celestial. Este dogma foi proclamado pelo Papa Pio XII, no dia 1º de novembro de 1950.

Contemplando as verdades de fé sobre Nossa Senhora, nosso coração se faz desejoso de seu colo, de seu olhar, de seus cuidados para conosco. Segura-nos em teus braços, oh! Amada, nossa Mãe, Imaculada, Sempre Virgem Maria!