A nossa livre decisão, a nossa vontade por Deus, é mais importante do que os sentimentos que trazemos. Os sentimentos são próprios da criança, existem desde quando nós nascemos, até antes, desde quando estávamos no ventre de nossa mãe, nós sabemos disso pelas orações de cura interior, de quantos sentimentos são absorvidos pelo bebê no ventre materno, mas a decisão é próprio do adulto.

Os sentimentos de alegria, de tristeza, de medo, são sentimentos humanos, eles fazem parte do tecido pelo qual nós fomos feitos, esse tecido humano. Mas o que nós precisamos compreender quando falamos de formação é que tudo pode ser dado, vivido com Jesus, trazendo a Ele todos os sentimentos, todas as circunstâncias, pensamentos, tudo aquilo que são nossos desejos, tudo o que faz parte de nós.

Tudo em nós pode, um dia sim, ser dominado pelo Espírito Santo e colocado no seu lugar devido, mas para isso, nós precisamos da mediação humana para tornarmo-nos estes adultos também na área da fé. Numa consagração de vida, na vida fraterna, precisamos de um outro para nos colocar no nosso lugar, para dar a nós bons motivos para desejar crescer e sermos estes adultos, ou seja, essa pessoa consagrada a Deus.

Porque o objetivo final que nós queremos atingir com toda a formação de um Carisma é a radicalidade, a fidelidade e a missionariedade. Este é o coração, onde pulsa o centro de uma consagração de vida, aí está contida a vida fraterna, a vida de oração e a missão; é aí que eu digo: “nada mais a não ser Ele, o que Ele disse, o Seu Evangelho”, então o meu alvo, a minha linha de chegada não sou mais eu, mas é Jesus.

Esse é o trabalho da formação geral: arrancar de dentro de nós os nossos ídolos (e o nosso pior inimigo somos nós mesmos), transformar essa história dolorosa numa história gloriosa, ou seja, Deus vai passando conosco toda nossa vida para que possamos olhá-la a partir de Deus. E também o envio que Ele nos dá para distribuir os dons que nos deu para que não morra em nós, como aquele talento que foi enterrado, mas distribuamos a todos na Igreja, porque viemos para ser Igreja.