A coisa mais difícil de deixar é o nosso egoísmo, é a nossa autonomia que está na mesma linha do egoísmo. É não fazer aquilo que eu gostaria de fazer, mas fazer o meu dever, este é o maior sacrifício e o maior louvor a Deus, é fazer aquilo que Deus me chama a fazer naquela hora.

A mística é o agir de Deus, o mistério que Ele vai fazendo em nós, a oração, a contemplação, a intimidade no dia a dia em que Ele vai nos ensinando o melhor modo de fazer as coisas, as Suas sugestões e as inspirações.

A mística é Deus que vai nos formando para sermos a página do Evangelho do nosso Carisma, o que Jesus fez, as ações Dele, a Sua forma de lidar com as situações, o abandono, a oração, isso é mística, e precisa ser todos os dias. Aquilo que vem da parte de Deus para cada um de nós e para toda a comunidade.

A vida no mistério precisa ser firmada. Muitas vezes é fácil começar algo que Deus manda, é mais fácil do que perseverar nela, porque as novidades nos atraem, mas o que é diário, o que é constante nos repulsa. Quando Deus nos dá uma ordem, um apostolado novo em prol das vocações, é maravilhoso, mas a mística precisa ser firmada e confirmada, ou seja, perseverar nas ordens de Deus para o corpo comunitário.

Porque já não é mais tanto faz, foi Deus quem disse. E as vezes vamos nos esquecendo de no caminho, fazer memória dos feitos de Deus, porque somos um povo quase que sem memória, por isso se a regra não estivesse escrita no mês seguinte já teríamos esquecido, a regra é a nossa memória escrita, o que devemos fazer em cada dia, e o Evangelho é a memória de Deus escrita.