Certa vez o sacerdote Pe. Miguel A. Fuentes, que é especializado em matrimônio e família pelo Instituto João Paulo II, recebeu uma “carta” perguntando o motivo pelo qual o Magistério da Igreja ensina que a anticoncepção é sempre matéria de pecado grave.

O Pe. Miguel respondeu de modo claro e objetivo, com base nos documentos da Igreja, o motivo da gravidade que envolve a anticoncepção:
“ … devo responder-lhe que o Magistério da Igreja desde a Encíclica Casti connubii, de Pio XI, passando pelo Concílio Vaticano II, Paulo VI e João Paulo II ensinaram de modo uniforme que anticoncepção é sempre matéria de pecado grave. Tenha em conta, para entender isso, que matéria grave de pecado se consideram aqueles valores fundamentais da pessoa que estão protegidos pelos Dez Mandamentos. O Magistério da Igreja, pois, ensina que a anticoncepção é matéria de pecado grave ao afirmar que 1º: no ato conjugal estão em jogo valores importantes, e 2º: que os anticonceptivos põem seriamente em perigo tais valores”1.

Segundo o ensinamento da Igreja Católica, o ato conjugal é a expressão privilegiada que une a expressão do amor conjugal ordenado a transmissão da vida. “Amor e vida são, por conseguinte, os valores centrais que estão em jogo no amor conjugal”2.

O uso de um anticonceptivo, como grita sua própria denominação, é o “não” a vida… apresenta-se assim também, e antes de tudo, como um “não a Deus”3.

O Pe. Miguel concluiu esclarecendo, que a anticoncepção contribuiu para o avanço da cultura da morte, abrindo caminho para a aceitação social da esterilização, do aborto e da eutanásia. “Os esposos que escolhem a anticoncepção, saibam ou não, contribuem para consolidar e potencializar em sua fonte essa cultura (da morte)”. Daí a gravidade do pecado da anticoncepção.

O que estamos a viver nos dias de hoje, nos confirma que é o tempo da graça do arrependimento. Que os casais que praticam a anticoncepção possam voltar-se ao Deus da vida e pedir a graça de abandonar toda espécie de contracepção.

Cleonice Macedo Kamer

(1) Contracepção: um perigo para seu corpo e para sua alma. Pe Pedro Paulo Alexandre. Editora Catholica Veritas, pgs 182.

(2) Ibid.

(3) Fonte Ibid