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Os Três Pilares de uma Nova Fundação:

Vida de Oração
Os três pilares de uma Nova Fundação são: a vida de oração, a vida fraterna e o apostolado (missão).Sustentando estes pilares estão a regra de vida e as tradições comunitárias.

Os pilares, naturalmente e progressivamente, são lapidados através da escuta do fundador, que partilha com seus membros, especialmente com os cofundadores. Aliás, os autênticos cofundadores não precisam fazer esforços para ter comunhão com o fundador, esta comunhão é dom natural e graça do carisma. Cada carisma tem um jeito único para rezar, conviver, adorar e anunciar; cada carisma é único e irrepetível, pois é peça insubstituível e inigualável do projeto de Deus.

De forma geral, a Igreja convida os fiéis para uma oração regular: orações quotidianas, Liturgia das Horas, Eucaristia dominical e celebração das festas do ano litúrgico; neste post vamos nos deter na vida de oração pessoal para os vocacionados e consagrados das Novas Fundações.

“Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado para o céu, é um grito de gratidão e de amor, tanto no meio da tribulação como no meio da alegria”. Santa Teresinha do Menino Jesus.

O encontro diário com Deus:
Um consagrado não deve ficar nem mesmo um só dia sem o contato com a Palavra de Deus, especialmente com a Liturgia Diária, a Pessoa do Espírito Santo e a devoção mariana. Deus fala através de Sua Palavra, assim, Deus conduz o consagrado, aguça a intuição e a percepção espiritual e transborda a Sua sabedoria.  Além disso, cada consagrado precisa do silêncio, da intimidade e do tempo para meditação e escuta.

A oração pessoal diária, juntamente com encontros regulares com um formador pessoal, favorecerá enormemente o crescimento humano e espiritual do consagrado,  forjando-o no carisma. O acompanhamento do formador pessoal dissolverá os enganos que pode haver no diálogo com Deus; o formador de certa forma, provoca o vocacionado, para que viva aquilo que está rezando. Rezar e não viver o que se reza é equivocar-se. Reza-se como se vive, porque se vive como se reza. Se não se quiser agir habitualmente segundo o Espírito de Cristo, também não se pode orar habitualmente em seu nome. (CIC 2731)

Um tempo determinado para a oração:
É dever das autoridades da Nova Fundação, determinar e favorecer um horário diário para que o vocacionado possa dedicar-se a oração pessoal. Este horário deve ser especificado com início e fim. O vocacionado, por sua vez, deve dedicar-se fielmente a oração, respeitando o horário estabelecido pelas autoridades da Fundação.

Adiar a oração é adiar o próprio amadurecimento, a alma verdadeiramente orante dá verdadeiro saltos de santidade e liberdade em Deus. Em uma Nova Fundação todos tem vantagem quando os membros rezam bem:
“Acontecia-me muitas vezes que, quando a minha alma estava mergulhada mais profundamente em Deus, tirava maior fruto da oração e a presença de Deus me acompanhava durante o dia, tinha maior concentração no trabalho e maior perfeição na minha tarefa.” (Santa Faustina – Diário, nº 147).

Invista em sua vida de oração, ore sempre, ore com os acontecimentos, sofrimentos, alegrias e dúvidas, ore até mesmo quando justamente no seu horário de oração lhe é pedido por uma autoridade para exercer outra atividade. Diz a Palavra de Deus: “Orai sem cessar” (1 Tes 5,17).

Inimigos da vida de oração
A oração é um dom da graça e uma resposta decidida da nossa parte. Pressupõe sempre um esforço. A oração diária é intransferível e insubstituível, porém, a tentação sempre agirá para impedir este momento próprio.

“Eu mesma passei por isso, e, se não fazia a oração no tempo a ela destinado, também não fazia depois, porque as obrigações não me permitiam; e se a fazia, era com grande dificuldade, porque o pensamento me fugia para os meus deveres…” (Santa Faustina – Diário, nº 147).

Os Padres da Igreja ensinam: a oração é um combate. Contra quem? Contra nós mesmos e contra as astúcias do Tentador que tudo faz para desviar o homem da oração e da união com o seu Deus; portanto a vida de oração possui dois inimigos bem definidos: O Eu egoísta e o demônio.

O Eu: O eu, com seus mecanismos de defesa, tem a função de defender a pessoa de tudo que lhe coloque em perigo e possa exigir esforço e ascese. O eu, vai atuar neste sentido, sempre defendendo, portanto, será sempre contrário ao combate exigido na vida de oração.  A vitória sobre o eu possessivo e dominador, consiste na vigilância, e na sobriedade do coração. Quando Jesus insiste na vigilância, esta se refere sempre a Ele, à sua vinda, no último dia e em cada dia: “hoje”. O Esposo chega no meio da noite. A luz que não se deve extinguir é a da fé de uma alma que procura a sua face. (Sl 27, 8).

O demônio: O demônio sabe que, não conseguirá enganar e envolver quem reza bem, por isso investirá pesado contra a nossa vida de oração. Algumas tentações do demônio são: O fracasso, a aridez, a falta de fé, e a acídia (CIC 2732- 33):

1. O fracasso: O desânimo na aridez, tristeza por não dar tudo ao Senhor, porque temos “muitos bens”, decepção por não sermos atendidos segundo a nossa própria vontade, o orgulho ferido que se endurece perante a nossa indignidade de pecadores, alergia à gratuidade da oração, etc… A conclusão é sempre a mesma: de que serve orar? Para vencer tais obstáculos, é preciso combater com humildade, confiança e perseverança.

2. A aridez: Faz parte da oração em que o coração está seco, sem gosto pelos pensamentos, lembranças e sentimentos, mesmo espirituais. É o momento da fé pura, que se aguenta fielmente ao lado de Jesus na agonia e no sepulcro. “Se o grão de trigo morrer, dará muito fruto” (Jo 12, 24). Se a aridez for devida à falta de raiz, por a Palavra ter caído em terreno pedregoso, o combate entra no campo da conversão.

3. A falta de fé: Quando começamos a orar, mil trabalhos e preocupações, julgados urgentes se apresentam diante de nós. É mais uma vez o momento da verdade do coração e do seu amor preferencial. Outras vezes, tomamos o Senhor como aliado, mas conservamos o coração cheio de presunção. Em todos os casos, a nossa falta de fé revela que ainda não temos as disposições de um coração humilde: “Sem Mim, nada podereis fazer” (Jo 15, 5).

4. A acídia: Os Padres espirituais entendem por ela uma forma de depressão devida ao relaxamento da ascese, à diminuição da vigilância, à negligência do coração. “O espírito está decidido, mas a carne é fraca” (Mt 26, 41). Quanto de mais alto se cai, mais magoado se fica. Quem é humilde não se admira da sua miséria; ela leva-o a ter mais confiança e a manter-se firme na constância.

“Saiba a alma que, para rezar e perseverar na oração deve munir-se de paciência e vencer corajosamente as dificuldades exteriores e interiores. Dificuldades interiores: desânimo, aridez, torpor da alma, tentações; exteriores: respeito humano e observância das horas que são determinadas para oração…” (Santa Faustina – Diário, nº 147).

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